Nos dias 14 e 15 de novembro de 2025, a BoCA-Bienal de Artes Contemporâneas regressou ao concelho da Moita, para mais um ciclo de programação em parceria com o CEA - Centro de Experimentação Artística, no Vale da Amoreira.
Joãozinho da Costa
Sara Franqueira
Natacha Campos
Zumbi Albino (Michel Figueiredo)
Este ciclo convidou o público a um mergulho na descoberta e experimentação artística, através de um programa de entrada livre, que incluiu workshops em artes performativas, conversas e performances.
Desde 2020, a relação de proximidade com a Câmara Municipal da Moita, através do CEA, tem gerado relações frutíferas junto da população local, afirmando-se como um espaço de experimentação e aprendizagem.
PROGRAMA 14.11.2025 (SEXTA-FEIRA)
WORKSHOP “VER E REPRODUZIR” COM JOÃOZINHO DA COSTA
O exercício consiste em criar movimentos a partir de uma referência visual (imagem). Cada participante observa a imagem por um breve momento e, de seguida, reproduz através do corpo a sua leitura ou interpretação pessoal. O principal desafio é o tempo limitado para observar e reagir, estimulando a intuição e a resposta imediata. A imagem, neste contexto, funciona como um ponto de partida — um estímulo que impulsiona a criação de movimento.
“CORPO E CENA: MAIS PERGUNTAS QUE RESPOSTAS” COM SARA FRANQUEIRA
Sessão de mediação dinamizada por Sara Franqueira, coordenadora dos programas BoCA Sub21 e Mutantes-Entre o Teatro e o Museu, sobre as artes contemporâneas, dirigida a jovens estudantes da Moita, que visa contribuir com conhecimentos e para o empoderamento para as artes.
PROGRAMA 15.11.2025 (SÁBADO)
WORKSHOP DE PERFORMANCE COM NATACHA CAMPOS
Neste workshop, os participantes são convidados a explorarem, por meio do corpo, novas relações entre movimento e texto. A partir de práticas corporais e experimentações poéticas, o grupo investiga conceitos como epífigie, gesto e retrato, abrindo espaço para percepções sensíveis entre palavra e presença. Como parte do processo, os participantes visitarão o trabalho “Coral de corpos sem norte” de Kiluanji Kia Henda, que teve a sua estreia na BoCA Bienal, em setembro deste ano.
ZUMBI ALBINO (MICHEL FIGUEIREDO)
Autor da paisagem sonora do projeto “Coral dos Corpos sem Norte”, estreado em setembro de 2025 no Teatro Nacional D. Maria II e no MAAT-Museu e Arte, Arquitetura e Tecnologia, durante a BoCA Bienal, Zumbi Albino (Michel Figueiredo) estende agora essa travessia para um DJ set e performance ao vivo. Aqui, o som torna-se memória, corpo e fronteira. Entre o deserto e o mar, o artista constrói um ritual eletrónico que invoca o eco das viagens, dos regressos e dos corpos sem norte.