A Defesa da Natureza em Lisboa

9 outubro 2021 – 16 novembro 2024

Alto do Monsanto, Lisboa
Largo do Broma, Lisboa
Vale de Chelas, Lisboa

A Defesa da Natureza Plantação

Pensar os espaços naturais como espaços de criação e experiência artística é o principal objetivo d’A Defesa da Natureza. Projeto desenvolvido pela BoCA desde 2021, aproxima comunidades locais e artísticas, chamando-as a contribuir para uma floresta de obras de arte.

Depois de ter lançado raízes noutras cidades portuguesas, o projeto participativo A Defesa da Natureza esteve em Lisboa, para várias sessões de platanção em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa. Depois de ter passado por Monsanto e no Largo do Broma, assentou em terra firme do Vale de Chelas um total de 450 carvalhos, medronheiros e alecrim. Ali já tínhamos estado em 2021, numa plantação inaugural, e em 2022, quando 122 participantes arregaçaram as mangas diante de 580 espécimes (entre sobreiros, azinheiras, amendoeiras, alfarrobeiras e pereiras bravas).

No âmbito do programa de reflorestação deste espaço natural, têm sido plantadas sobretudo espécies autóctones, como carvalhos, castanheiros, áceres, aveleiras, macieiras-bravas, cerejeiras-bravas, bétulas, medronheiros, loureiros e azevinhos.

Seguindo a ideia de Joseph Beuys de que qualquer pessoa pode ser artista, a arte de gerar vida concretiza-se no gesto ecológico de plantar uma árvore. Nestas plantações, cada pessoa é convidada a atribuir um título à sua árvore, tratando-a como uma criação artística.

©️Bruno Simão
©️Bruno Simão
©️Bruno Simão

SOBRE A DEFESA DA NATUREZA
Projecto participativo pensado a dez anos através do qual a BoCA alia a criação e programação artística à plantação de árvores em espaços naturais. Criado em 2021, “A Defesa da Natureza” compreende: por um lado, a plantação de espécies vegetais autóctones em diferentes municípios do país para a construção de uma “floresta de obras de arte”; por outro, convidando artistas de diversos territórios artísticos para criarem performances em espaços naturais através do ciclo “Quero Ver as Minhas Montanhas”.

A partir do legado de “7.000 carvalhos” de Joseph Beuys, figura incontornável da arte ecológica, a BoCA desenha uma plantação sustentável envolvendo a colaboração de artistas e da população local. Criando uma correspondência direta entre gerar vida (natural) a gerar vida (artística), cada plantação estabelece assim um pensamento integrado que unifica o natural e o artístico, numa combinação entre arte e ambiente, biodiversidade e sustentabilidade.

Sessões

09.10.21

Alto do Monsanto, Lisboa

28.01.22

Largo do Broma, Lisboa

28.01.24

Vale de Chelas, Lisboa

23.03.24

Vale de Chelas, Lisboa

16.11.24

Largo do Broma, Lisboa

Parceria
Divisão de Estruturas Verdes - Câmara Municipal de Lisboa; Divisão de Espaços Verdes - Câmara Municipal de Braga; Ponto C e Divisão de Espaços Verdes - Câmara Municipal de Penafiel
Produção
BoCA - Biennial of Contemporary Arts
Apoio
República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes