Nascida em Angola e residente em Portugal, Neusa Trovoada tem apresentado os seus trabalhos como cenógrafa e artista visual por vários espaços do país, passando, por exemplo, pela Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian ou o Instituto. Participa regularmente de projetos e estruturas de investigação e promoção artística junto a criadores de comunidades racializadas. 

Na Fábrica da Cerveja, que acolhe a exposição coletiva “Presente Invisível”, inaugura a exposição “CHORUS 1.8 – latente”. Depois de pensar as potências da boca e do grito, Neusa Trovoada apresenta-nos um conjunto de obras que nos levam, ao contrário, para o interior, para o pulsar latente, para as profundezas que atravessam tempos e lugares. Dando-nos a ver, ou a pressentir, as estratégias ocultas de sobrevivência e os movimentos impressos na arqueologia de gestos de resistência, a artista inverte os planos para buscar respostas: o subterrâneo vem à superfície e traz, com ele, pistas para um futuro possível, ecológica e socialmente mais responsável. 

Em diálogo com a exposição de Neusa Trovoada, a encenadora e atriz também angolana Zia Soares – a primeira mulher negra a dirigir uma companhia teatral portuguesa – apresenta a performance “Coro dos Assombrados” no terraço da Fábrica da Cerveja.

Autoria e direção: Neusa Trovoada
Composição musical da peça “de composição de um grito”: Xullaji
Coro dos Assombrados
Texto: Djaimilia Pereira de Almeida
Instalação: Neusa Trovoada
Atuação: Zia Soares com participação de Carlos Trovoada
Apoios: Biblioteca de Belém – Rede de Bibliotecas de Lisboa, Divergente, Espaço Tabanka, Qi news

CHORUS 1.8 é um projeto financiado pela República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes

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