A convite da BoCA, Gabriel Chaile cria uma nova instalação para a Praça do Carvão do MAAT – um tributo a Alcindo Monteiro, jovem português, nascido em Cabo Verde, brutalmente assassinado em 1995, num crime que expôs, e continua a expor, o racismo estrutural que encontra espaço e legitimação no país. Em torno do forno-retrato de Alcindo, prevê-se uma série de ativações coletivas, em quatro datas, com comida, debates, música e exibição de filmes. Compondo minuciosamente este momento do encontro – de lugares, tempos e identidades –, repleto de calor e pertença, Chaile coloca a sua escultura “Auto-Retrato” frente a frente com o forno “Alcindo Monteiro”, num esforço de implicar o seu corpo nesta troca de olhares e histórias, com honestidade e empatia. “E se o autobiográfico não for mais do que a história dos outros a atravessar-nos?”, pergunta Chaile.

Nesta segunda data de ativações musicais, performativas, cinematográficas e de reflexão em torno da instalação de Gabriel Chaile, a Lisboa Criola colabora na programação da 2ª data de ativação, com um concerto de Yeri & Yeni, Rute Lopes e Jzaugust.

Comissão e produção: BoCA – Biennial of Contemporary Arts
Parceria: MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia
Apoio à programação do programa público: Lisboa Criola

 

JZAUGUST

Célio Cardoso aka Jzaugust, guitarrista compositor nascido e criado em Angola, mudou-se para Lisboa em finais de 2017, fez-se em casa e tem construído a sua carreira a passo estável, tendo acompanhado por 2 anos o artista Tristany, entre outros trabalhos hoje focasse no seu projeto pessoal de música instrumental, onde segundo o mesmo se esconde o melhor das emoções humanas.

RUTE LOPES

Filha de pais cabo-verdianos, a Rutthe nasceu e cresceu em Portugal num ambiente que era uma extens.o de Cabo Verde. Filha da diáspora, sempre teve muito vincada a sua personalidade e identidade e nunca escondeu o amor incondicional que tem pela morabeza. Os seus géneros preferidos são a música africana, o soul, o funk e o blues. Tenta sempre colocar tudo o que tem em palco, deixando-se inundar numa certeza: cantar amor sempre com a mesma verdade em que acredita.

YERI & YENI

Com origens nas ilhas de S.o Nicolau e Santiago, Yeri e Yeni cresceram na linha de Sintra. Foi graças a esta diversidade cultural – entre Sintra e Cabo Verde – que a dupla desenvolveu o gosto pelo cruzamento de influências da música cabo-verdiana, portuguesa, angolana, brasileira, senegalesa e norte-americana e de géneros como o R&B, Soul, Funk, Pop, Zouk, Kizomba, Afro-beat ou Jazz.

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