Um laboratório de experimentação criativa, investigando as possibilidades da dança, do movimento e da performance como uma prática política de activação do corpo. Os participantes partem de uma zona central da capital, o Cais do Sodré, uma zona terminal e de destinos cruzados com acesso a uma rede de transportes (barco, metro, comboio, eléctrico, autocarro), e saem em direcção às margens: Cacilhas e Amadora.

No primeiro dia os participantes receberão instruções para decifrarem durante o percurso Cais do Sodré – Cacilhas, até ao estúdio da artista Mariana Tengner Barros, onde terá lugar o resto da sessão. As perspectivas e experiências do caminho serão partilhadas e

investigadas práticas de atenção e de estados de consciência que permitam uma reconfiguração dos filtros que usamos para entender a “realidade”. Através de uma pesquisa de movimento com base na percepção e sensação, conexão corpo-mente e expansão dos sentidos, preparar-se-á um corpo articulado que exprime uma linguagem não linear e complexa que vem de um lugar emocional, sensorial e imaginativo, permitindo que a forma apareça através da sensação e da atenção.

No segundo dia, fazem o percurso Cais do Sodré – Amadora, pondo em prática as ferramentas desenvolvidas na sessão anterior e com novas instruções. O objectivo é estar mais perto da frequência do limiar, de um estado de atenção em que o tempo se expande ou encolhe, alterando o tecido da realidade com pequenas performances que se vão construindo e reconfigurando durante o percurso.

 

 

MARIANA Tengner Barros (1982) é coreógrafa e performer. Licenciada em dança pela Northern School of Contemporary Dance, estagiou no Ballet Theatre Munich, sob a direcção artística de Philip Taylor. Entre 2004 e 2005 foi artista associada da Northern School of Contemporary Dance e, em 2013, inicia uma colaboração com o músico Jonny Kadaver, criando performances com música ao vivo.

 

 

Infos práticas

  • Serão enviadas instruções para os participantes terem pelo menos 2 dias antes para refletirem e porem em prática na primeira travessia Cais do Sodré-Cacilhas (estúdio Belalab).
  • Trazer roupa e sapatos confortáveis, garrafa de água e snacks ligeiros para os curtos intervalos.

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