PRESS PLAY

Exibição de vídeos de performances e filmes de artistas que questionam a relação do corpo performativo, com a arquitetura e a câmara. Projetos artísticos que assentam na relação profunda entre corpo-câmara ou corpo-arquitetura, aqui focados em espaços fechados. A escolha far-se-á directamente ora do arquivo da BoCA, ora via parcerias com outras instituições.
Contamos com a parceria BoCA x Tate Modern, na qual Catherine Wood (Curadora Sénior de Performance na Tate Modern) selecionou 3 performances concebidas exclusivamente para a série “BMW Tate Live: Performance Room” (2011-2015), uma série de performances transmitadas ao vivo e pensadas exclusivamente para o ciberespaço. Também BoCA x Coleção Fundação Serralves irá apresentar artistas portugueses.
Todas as quintas-feiras até, pelo menos, 30 de Junho 2020.

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SEMANA 2

30 ABR: Tania Bruguera, “Endgame” de Samuel Beckett (2017) / Arquivo BoCA, 22H
www.youtube.com/bocabienal

Tania Bruguera (1968) é uma artista cubana que tem operado na interseção entre arte e vida, explorando o papel que o artista e a arte podem ter na sociedade de hoje e na esfera política. Durante mais de 25 anos, Bruguera criou performances e instalações socialmente ativas que examinam a natureza das estruturas do poder político e o seu efeito sobre as vidas dos indivíduos e grupos mais vulneráveis da sociedade. A sua pesquisa centra-se na maneira como a arte pode ser aplicada à vida política quotidiana.
As suas obras expõem os efeitos sociais das forças políticas e apresentam questões globais de poder, migração, censura e repressão através de obras participativas que transformam “espetadores” em “cidadãos”. Ao criar propostas e modelos estéticos para o uso e adaptação dos outros, define-se como iniciadora em vez de autora, e colabora regularmente com vários indivíduos e instituições (MoMA, Gugghenheim, Tate, Bienal de Havana, etc.) para que a plena realização da sua obra ocorra quando os outros a adotam e perpetuam.
Promovendo o conceito de arte útil (literalmente, arte enquanto um benefício e uma ferramenta), Tania Bruguera propõe soluções para problemas sociopolíticos através da implementação da arte e desenvolve projetos de longo prazo que incluem um centro comunitário, um partido político para imigrantes e a escola Arte de Conduta.
Em 2017, comissionado pela BoCA, a artista desafiou-se a entrar no território do teatro, propondo encenar “Endgame” (Fim de partida) de Samuel Beckett, texto que leu em 1998 e para o qual desenhou uma gigante estrutura cilíndrica, constituída por andaimes, semelhante a uma prisão em forma de panóptico, que o público habitava para assistir ao espetáculo.

Leiam aqui o artigo que Sara Castelo Branco escreveu sobre o espetáculo “Endgame”

 

 

 

 

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