Obra-prima da coleção do Museu Nacional de Arte Antiga, o tríptico “As Tentações de Santo Antão” de Hieronymus Bosch (1505) é um marco fundamental da história da arte ocidental. Tal como fez em muitas das suas produções teatrais (por exemplo, com Rubens, Memling, Giotto, Caravaggio ou Antonello da Messina), Rodrigo García gosta de brincar com o património e com as referências culturais da pintura religiosa do Renascimento, de que ele próprio é muito conhecedor, para colocá-las em diálogo com os paradigmas, as histerias ou os contrastes da época contemporânea.

Traduzindo o tríptico nos códigos visuais e sonoros de um artefacto hoje quase mítico da cultura do século XX, a máquina de flippers das épocas disco e pop, Rodrigo García casa como sempre a admiração e a irreverência para oferecer aos visitantes uma experiência inédita do quadro e permitir entrar no mundo demoníaco e alucinado que rodeava o pintor naquele tempo.

Uma abordagem em forma de piscadela de olho que talvez não tivesse reprovado o espírito brincalhão de um Bosch livre de convenções… Vais resistir à “bola extra” do diabo?

 

 

Sons Daniel Romero e Rodrigo García
Grafismo Arturo Iturbe
Direção técnica Bernard Lhomme
Produção executiva Benoît Hennaut
Produção BoCA
Co-produção Humain trop Humain/CDN de Montpellier, Museu Nacional de Arte Antiga
Apoio Institut Français, no âmbito do foco sobre a criação contemporânea francesa em 2017

 

Biografia

 

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