Artista Residente no biénio 2019-2020

Portugal | Instalação | Nova criação

 

Marlene Monteiro Freitas tomou de assalto palcos e públicos internacionais através das suas expressivas, vitais e electrificantes peças de dança –  “Paraíso – coleção privada” (2012-13), em “De Marfim e Carne – as estátuas também sofrem” (2014) ou “Bacantes – prelúdio para uma purga” (2017) são alguns exemplos –, tendo recebido em 2018 o Leão de Prata da Bienal de Dança de Veneza. Marlene utiliza a transgressão para criar um movimento que é metamorfose permanente, dando particular atenção à emoção. A convite da BoCA, transgride agora a sua prática e concebe a sua primeira instalação artística, “Cattivo”.
As estantes de partitura – que já manipulava em “Bacantes” – são objetos de pedestal, compostos por partes diversas com dimensões e formas variadas, ligadas entre si através de rótulas, como as marionetas que, por sua vez, são feitas à semelhança do esqueleto animal ou humano. As estantes de partitura são corpos desdobráveis com o propósito de servir de apoio à partitura dos músicos, que tocam ou cantam. A sua forma e função são aparentemente indissociáveis, a não ser quando Marlene lhes atribui novos significados e usos, desde logo extraindo-lhes qualidades antropomórficas.
Em “Cattivo”, as estantes são exploradas até ao limite das suas propriedades expressivas, a capacidade para encarnarem estados emocionais e tomarem decisões, manipulando-se a si mesmas e a outros objetos, constituindo-se como equipa numa comunidade sinfónica, com diferentes instrumentos, ritmos, linhas melódicas… Como palco, jardim ou casa de bonecas, a instalação situar-se-á entre o vegetal, o animal e o mundo da fantasia.

 

Equipa Marlene Monteiro Freitas, Yannick Fouassier, Tiago Cerqueira, Miguel Figueira, André Calado
Produção BoCA e P.OR.K
Co-produção Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal
Apoio Direção-Geral das Artes / Ministério da Cultura
Fotografias Bruno Simão

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