CIRCULAÇÃO

A construção de um monumento integra (quase sempre) a possibilidade implícita da permanência de um tributo. A própria arquitetura, os seus métodos e formas, antecipam já um conjunto de ações a serem praticadas e um tempo a ser vivido dentro e fora de determinado espaço. Tomando a transitoriedade ou o nomadismo desse lugar, “Casa-animal” é um monumento definido para o espaço público.

Aberto à visitação e à experimentação, o projeto condiciona o nosso modo de ver e de ser perante um acontecimento ou relação. Desmontável, transportável e adaptável às necessidades e acontecimentos nele definidos, esta escultura-monumento-palco resulta da colaboração entre a dupla de artistas Musa paradisiaca (Eduardo Guerra e Miguel Ferrão) e o Arquiteto Miguel Roxo.

Construído a partir de uma noção híbrida de escala, entre homem e animal, este é um lugar que partilha qualidades de abrigo, capela e estrebaria. A “Casa-animal” alberga ainda um conjunto de ações (projeções de vídeos, instalações, conversas, ações performativas, etc.), incluindo a a apresentação de um filme da Musa paradisiaca e outros eventos propostos a partir de uma convocatória pública.

 

A estadia da “Casa-animal” no Centro Cultural Conde Duque, em Madrid, está integrada na programação Cultura Portugal 2018 – 16ª Mostra de Cultura Portuguesa em Espanha, com o apoio da Embaixada de Portugal em Madrid.

Co-produção: BoCA – Biennial of Contemporary Arts e Galerias Municipais EGEAC
Acolhimento: Centro Cultural Conde Duque
Apoio: Embaixada de Portugal em Madrid

 

Imagens da inauguração da “Casa-animal” durante a BoCA 2017 em Lisboa

Texto de David Silva Revés, “Casa-animal – um palco para o diálogo, para a experiência, para a renovação”

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