Artista Residente biénio 2019-2020

Portugal | Escultura-Instalação | Nova Criação

 

“Biblioteca” é a resposta do artista plástico Horácio Frutuoso à proposta de criar uma instalação tendo como ponto de partida o vídeo “A Experiência do Lugar II” de Helena Almeida (integra a Coleção da Fundação PLMJ). No vídeo, de joelhos, no seu atelier, Helena Almeida vai percorrendo o espaço, preenchendo-o com uma série de gestos não coreografados, espontâneos e improvisando essa relação com objetos que podemos encontrar em qualquer atelier de um artista. Esse percurso aproxima-se de uma imagem de peregrinação, ou procissão, onde são exibidos uma série de símbolos que desfilam honorificamente. Horácio Frutuoso vê-o como uma adoração, ou agradecimento, ao atelier – o espaço mais importante do artista, o lugar onde nem todos entram, onde as obras são criadas e pela primeira vez reveladas ou destruídas.
Frutuoso fala-nos do seu especial interesse por esta relação entre a criação e a morte: “Porque tive uma educação religiosa (embora já não a pratique nem seja crente), tenho especial atenção aos gestos e rituais que lhes estão associados e que inevitavelmente também se aproximam da arte”. Questionando-se então que outros espaços se poderão assemelhar a estes lugares, ele pensou numa biblioteca. Uma biblioteca como um depositário de livros, a tentativa de preservar, a organização hierárquica, os rituais, o silêncio, os livros que são esquecidos, os que são mais requisitados até as folhas se soltarem. “Biblioteca” é apresentado na Estufa Fria, em Lisboa, um depositório de espécies, de formas, também ele um arquivo.
Horácio Frutuoso concebe três objectos em acrílico, com três cores: cristal/transparente, preto opaco e cinzento translúcido, por associação com a pureza das cores/neutralidade e estética de Helena Almeida.

 

Produção BoCA
Co-produção Fundação PLMJ
Apoio Estufa Fria

Registo fotográfico Bruno Simão

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  • Cattivo

    18 fevereiro 2020 — 23 fevereiro 2020
    São Luiz Teatro Municipal, Lisboa

    MARLENE MONTEIRO FREITAS

    Na edição BoCA 2019, a bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas transgrediu a sua prática e criou “Cattivo”, a sua primeira (mega) instalação composta por centenas de estantes de partitura, que são exploradas até ao limite das suas propriedades expressivas. Assistimos à capacidade de encarnarem estados emocionais e de tomarem decisões, manipulando-se a si mesmas e a outros objetos. Agora é a oportunidade única de descobrir a adaptação desta criação ao SLTM.

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