Portugal | Performance e instalação | Nova criação

 

O projeto de Pedro Barateiro, “A Viagem Invertida”, é uma performance e instalação comissionada pela BoCA e que coloca Pedro Barateiro a trabalhar no palco na Sala Garrett do TNDMII, tendo como paisagem a exploração das minas de lítio em Portugal numa investigação que passa também pelo livro “Queda sem fim, seguido de Descida de Maleström, de Edgar Allan Poe”, escrito por José A. Bragança de Miranda.
O lítio é o componente principal na fabricação de baterias de computadores, tablets e telemóveis, mas é também utilizado para tratar estados de depressão e bipolaridade, como estabilizador de humor. Recorrendo à substância e às suas utilizações, o projeto representa um mapa da condição contemporânea, iluminando a forma como diferentes narrativas se conectam e contrariando a sua apresentação habitual como fenómenos independentes. Entre as questões abordadas incluem-se a inscrição do modelo económico actual na história do colonialismo e a relação de ambos com o passado e o presente do extrativismo material e simbólico. É também examinada a forma como estas dinâmicas participam da atual situação de emergência ecológica e humanitária.
“A Viagem Invertida” é a obra performativa e instalativa mais complexa que o artista concebeu até à data, uma obra pensada para o palco e construída a partir do texto, esculturas e um vídeo, que dão continuidade a algumas das questões levantadas anteriormente na obra de Barateiro. “A Viagem Invertida” conta com a interpretação do próprio Pedro Barateiro, de Lula Pena, do bailarino Luís Guerra, e composição musical e interpretação de Raw Forest (Margarida Magalhães).

Conceção, texto, vídeo, esculturas e interpretação Pedro Barateiro
Coreografia e interpretação Luís Guerra
Composição musical e interpretação Raw Forest (Margarida Magalhães)
Interpretação Lula Pena
Produção BoCA
Co-produção Teatro Nacional D. Maria II
Agradecimentos André Guedes, Miguel Pereira, Sofia Matos, Companhia Olga Roriz, Construções Sampaio

Vídeo promo aqui.

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